sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012
Desilusão . *
Não faz muito tempo que te conheci, não faz muito tempo que te amei incessantemente, não faz muito tempo que me iludi, não faz muito tempo que me desiludi.
' Seremos sempre um só ser. ' Ouvia isto, calava-me e sorria. Os meus olhos brilhavam, o meu coração explodia, os meus ouvidos gritavam por mais palavras dessas. Fazias-me bem, deitava-me à noite e as últimas palavras que dizia eram « Boa noite, amanha espero por ti. » Acordava de manha, já com uma mensagem tua no telemóvel de Bom Dia, tomava banho, vestia-me, penteava o cabelo, tomava o pequeno-almoço, via-me uma última vez ao espelho e saía a correr de casa. Pela rua a minha respiração era cada vez mais intensa, os meus passos largos, o meu corpo ficava suado e os meus olhos só te queriam vislumbrar no meio da multidão. Por mais que tentasse, e tentei, não me conseguia largar de ti, queria abstrair-me dos meus pensamentos mas sem querer lá me vinhas tu à cabeça, eu tentava, tentava vezes infinitas tirar-te da minha cabeça, mas tu continuavas no coração, e continuas. Ainda hoje, continuo a fazer sacrifícios para te afastar de mim mas não dá, marcaste demais a minha vida. Fizeste o teu jogo, baralhaste-me, jogaste-me, guardaste-me e atiraste-me para a mesa em tua defesa como se fosse o teu maior trunfo, no fim deitas-te o baralho fora e seguiste em frente. Mas o jogo para mim acabou, não irei ceder mais, enquanto não tiver uma palavra tua, escusas de perder tempo, escusas de tentar testar-me, escusas de me pôr à prova, desta vez quero as tuas palavras, mesmo que elas não te sirvam de nada.
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